Apesar de a maioria destes químicos figurar como substâncias proibidas, é preciso reconhecermos que o seu uso acontece em variados lugares e por variados grupos de pessoas, principalmente pelos jovens. Este uso abusivo e inconsciente, que a incompetência de um proibicionismo violento e arbitrário não é capaz de sanar, incide em um submundo de riscos reais que nós, em função de um monolítico tabu, preferimos não enxergar.
Uma das mensagens mais importantes do vídeo diz respeito à maneira como o proposto ajudante acaba interferindo na experiência (bad trip): na maioria dos casos, este ajudante procura distrair a pessoa sob efeito do psicodélicos da sua experiência, que naturalmente inclui momentos de desconforto e desgate psicológico. Esta atitude, ao contrário do que se supõe, pode contribuir para o agravamento da situação. Portanto, o ideal é que se permita à pessoa explorar livremente, fornecendo segurança e companhia, inclusive estes momentos de desconforto, sem estimulá-la a fugir ou escapar das suas sensações. "Difícil" não é necessariamente "ruim".
A intensão da MAPS é divulgar informações que, imprescindivelmente, precisam alcançar diversos meios, principalmente a família e as escolas, altamente despreparadas para lidar com a complexidade das substâncias psicodélicas: um grupo de alcalóides impregnado por uma antiquíssima história de utilização pelo homem e que, nos últimos 50 anos, tornou-se o protagonista de uma série de eventos científicos, sócio-culturais e políticos.
